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terça-feira, 9 de outubro de 2012

SOU DE ESQUERDA OU DE DIREITA?



SOU DE ESQUERDA OU DE DIREITA?

"Esquerda" e "Direita" são uma forma comum de classificar posições políticas, ideológicas, ou partidos políticos legais.
A oposição entre as duas correntes é imprecisa, ampla, e consiste numa interpretação dicotômica de uma série de fatores determinantes. Geralmente são entendidas como polaridades opostas de um mesmo espectro político e ideológico. Assim, um partido poderia ser "esquerda" em determinadas instâncias e "direita" em outras.
A origem dos termos remonta à Revolução Francesa, onde os membros do Terceiro Estado, que almejavam uma mudança na forma de governo vigente, se sentavam à esquerda da assembléia, enquanto os do clero e da nobreza, que desejavam a conservação da forma de governo, se sentavam à direita.
Não há fatores determinantes e conclusivos que descrevam a "esquerda" ou a "direita", dependendo geralmente dos grupos e viés dos defensores de um lado ou de outro. Algumas diferenças usuais entre os lados]:


Otimismo antropológico (o homem como "naturalmente bom")
Pessimismo antropológico (o homem como "naturalmente mau", no entanto como sendo a direita conservadora ela considera, segundo a religião cristã, o homem como ser bom, mas corrompido pelo pecado original)
Linearismo evolutivo
Indeterminismo histórico
Democracia-burguesa, elites governam através da concentração do capital com o setor bancário.
Economicismo (a história determinada pelas forças económicas)
Anti-economicismo (a história determinada pela cultura, pelo pós-modernismo, etc.)
Socialismo, coletivização e intervenção do Estado na economia em favor dos trabalhadores.
Capitalismo, livre mercado e direito a propriedade privada





Extraido de : http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquerda_e_Direita_%28pol%C3%ADtica%29



Para refletir!


Câmara de São Paulo terá cinco Policiais

Câmara deve ter cinco vereadores ligados a polícias em São Paulo

Dois policiais militares e dois policiais civis já garantiram vaga.
'Não rejeito o rótulo bancada da bala, mas prefiro da segurança', diz Camilo.
O número de candidatos a vereador ligados à área de segurança pública praticamente dobrou em São Paulo e o aumento se refletiu no resultado das urnas. Dos 43 que buscavam vaga na Câmara Municipal, quatro conseguiram as cadeiras na eleição de domingo (7). Um quinto, o Coronel Camilo, está na expectativa de assumir a vaga com a ida do vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR) para o Senado.
Ao todo, dois policiais militares da reserva e dois policias civis - um deles reeleito - já garantiram votos para compor a bancada em 2013.  “Dá para se fazer uma composição boa na Câmara Municipal com esse pessoal. Eu não rejeito o rótulo 'bancada da bala', mas prefiro 'bancada da segurança pública' porque ela aí pode abranger também outras lideranças, como os vereadores eleitos que perderam os filhos em crimes brutais”, disse Camilo.
No início da legislatura em 2008, São Paulo tinha apenas Celso Jatene (PTB), delegado afastado da Polícia Civil, como vereador. Ele conseguiu a reeleição com 52.099 votos. Naquela eleição, foram 23 candidatos egressos da área da segurança pública. Em 2012, o número praticamente duplicou. Entre eles, 22 policiais militares que ainda estavam na ativa, dois ex-comandantes e um bombeiro concorreram.
Além de jatene, outro policial civil eleito no domingo foi Paulo Batista dos Reis (PT), que recebeu 28.627 votos. O G1 não conseguiu localizar Jatene e Reis para comentarem o assunto. A composição da bancada será escoltada por mais dois vereadores que são ex-representantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), considerada a tropa de elite da Polícia Militar em São Paulo.
 
Rota
 
O tenente-coronel Paulo Telhada (PSDB), que comandou a Rota até o ano passado, foi o quinto candidato mais votado na capital paulista. Sob o nome ‘coronel Telhada’, obteve 89.053 votos.
"Estou comovido com o resultado, com o número, com a disposição das pessoas de nos ajudarem", afirmou Telhada ao G1. “Foi uma resposta do povo. O povo quer gente nova, que entenda o povo”, disse Telhada. Ele diz ter uma campanha pobre, que teria custado R$ 200 mil.
Conte Lopes (PTB), ex-capitão da Rota no governo Paulo Maluf, volta a ter mandato eletivo. Ele havia sido deputado estadual de 2007 a 2010. Agora, com 31.947 votos, irá ocupar uma vaga como vereador.
“Acho que município tem que tomar atitude com relação à segurança pública. Primeiro que tem que abrir concurso para a Guarda Municipal, que não tem um guarda admitido há oito anos. O efetivo atual é de 6 mil homens na capital, quando deveria ser de 15 mil. A guarda também precisa trabalhar mais próxima a Polícia Militar, cuidando de feiras livres e escolas”, disse Conte Lopes, que aos 65 anos adotou o slogan político “Segurança para São Paulo”.
“Estamos vivendo um terror. Nós policiais estamos sendo caçados pelo bandido. Temos que dar resposta: segurança pública na rua, lei mais forte e principalmente combate ao crime", comentou Lopes.
"A inteligência é necessária para tudo, mas chega uma hora que é preciso agir. Só na inteligência os policiais estão sendo executados com tiro de fuzil na rua. São 79 policiais mortos, executados por bandidos. Toda ação tem uma reação. Por isso, a morte dos bandidos é legítima defesa do policial. Quando um policial atira num bandido vai para DHPP, é afastado das ruas. Não dá para por só Einstein na PM, tem que ter uns caras que tenham pernas para correrem atrás de bandido.”, afirmou Lopes.
 
Na expectativa
 
O comandante da reserva da PM, coronel Álvaro Camilo deve ser o quinto integrante da bancada. Assim como Telhada, ele usou a patente para tentar se eleger. ‘Coronel Camilo’ teve 26.966 votos. Ele ficou na suplência e pode assumir a vaga em janeiro. Para isso, é preciso que o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR) queira ir ao Senado. Ele assume esta semana mandato na vaga da ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT).
“Dá para se fazer uma composição boa na Câmara Municipal com esse pessoal. Eu não rejeito o rótulo 'bancada da bala', mas prefiro 'bancada da segurança pública' porque ela aí pode abranger também outras lideranças, como os vereadores eleitos que perderam os filhos em crimes brutais”, disse Camilo.
Não me incomodada o rótulo ‘bancada da bala’, dado por alguns políticos e setores da imprensa. Segurança Pública é o segundo problema maior da cidade, atrás de saúde. PMs estão sendo executados. Não dá mais para querer tapar o sol com a peneira, não dá. O governo tem que responder à altura. Bandido tem que ter medo. Temos que ter um policiamento tipo Rota em todo o estado. Prefeituras e guardas municipais têm que ajudar a polícia. Estamos numa guerra. Eu ando armado, mas o que fazer com os bandidos vindo para cima da polícia com fuzil?"
Conte Lopes, ex-capitão da Rota e vereador eleito pelo PTB
Do G1 SP

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

COISAS DE POLICIA



Como em toda profissão, a polícia tem seu lado positivos e negativo, com bons e maus policiais, mas também como toda profissão tem seu lado engraçado. Algumas imagens envolvendo policiais são tão absurdas, que acabam se tornando hilárias, muitas vezes inimagináveis. Confira algumas destas imagens estranhas e engraçadas envolvendo policiais.
















Fonte: http://minilua.com/inusitados-engracados-trabalhos-policia/

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ PASSARÁ A RECEBER POR SUBSÍDIO E TERÁ SALÁRIO INICIAL DE R$ 5 MIL


Mais uma corporação policial militar brasileira reconhece a necessidade de valorização profissional de seus homens: a Polícia Militar do Paraná. A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a Proposta de Emenda Constitucional número 64, a PEC 64, que traz mudanças significativas na política salarial e de carreira da PMPR. Algumas mudanças implementadas:



A Policia Militar e o Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná, passam a perceber como remuneração, o subsídio, em parcela única, não havendo mais o compilado de soldo + gratificações;
Exigir-se-á, para o preenchimento do cargo, na Polícia Militar do Paraná, além de outras condições definidas em lei, curso de nível superior para ingresso como Soldado de Segunda Classe e curso de Direito para ingresso na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Policiais-Militares e curso de Engenharia para ingresso no Quadro de Oficiais Bombeiros-Militares;
A remuneração, sob a forma de subsídio passa a ser fixada com a diferença de 5% de uma para outra classe, aos servidores públicos integrantes da Carreira Jurídica Especial de Advogado dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Paraná.


Através das medidas acima, os PMs e BMs do Paraná receberão apenas 5% a menos que os servidores da justiça (promotores, juízes etc). De acordo com o site da Assembleia Legislativa do Paraná, “a PEC proporcionará um ganho adicional sobre os vencimentos da categoria, com o salário inicial de aproximadamente R$ 5 mil”.

fonte: http://renataaspra.blogspot.com/2010/10/policia-militar-do-parana-passara.html
segunda-feira, 25 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O quadro da insegurança pública brasileira




DESDE 1982, quando as eleições estaduais voltaram a ser disputadas de forma direta no Brasil, ainda em ambiente autoritário, o tema da segurança tem ocupado uma posição de destaque na agenda pública. Com a promulgação da primeira Constituição democrática brasileira, em 1988, criaram-se condições para uma ampla participação popular e removeram-se as barreiras tradicionais, que excluíam do direito ao voto a inúmeros segmentos da população. Dado o novo contexto político, as agendas públicas tornaram-se ainda mais sensíveis às demandas da sociedade. Sendo a segurança um item eminentemente popular - sem deixar de ser tema prioritário também para as elites e para as camadas médias -, impôs-se com mais peso à consideração dos atores políticos. O crescimento da violência criminal, ao longo da última década, reforçou essa tendência. Hoje, a questão da segurança é parte não apenas das preocupações estaduais, mas também dos municípios e governo federal, tornando-se uma das principais problemáticas nacionais, seja nas eleições, seja para além delas.

Hoje, o medo da sociedade não é ilusório nem fruto de manipulação midiática. O quadro nacional de insegurança é extraordinariamente grave, por diferentes razões, entre as quais devem ser sublinhadas as seguintes: (a) a magnitude das taxas de criminalidade e a intensidade da violência envolvida; (b) a exclusão de setores significativos da sociedade brasileira, que permanecem sem acesso aos benefícios mais elementares proporcionados pelo Estado Democrático de Direito, como liberdade de expressão e organização, e o direito trivial de ir e vir. (c) a degradação institucional a que se tem vinculado o crescimento da criminalidade: o crime se organiza, isto é, penetra cada vez mais nas instituições públicas, corrompendo-as, e as práticas policiais continuam marcadas pelos estigmas de classe, cor e sexo.

A matriz conceitual com que operam essas políticas refuta, tacitamente, a bipolaridade "repressão dos efeitos" versus "tratamento das causas" da violência. De um modo geral, salvo honrosas exceções, essa bipolaridade tem sido evocada para reduzir a uma caricatura simplória os significados das funções repressivas - funções, vale acrescentar, necessariamente implicadas no trabalho policial. Além disso, tem servido a uma definição equivocada, deslocada, para efeito das políticas públicas, da categoria "causas da violência". Por fim, tem sustentado a afirmação de uma falsa contradição.

Por razões perfeitamente compreensíveis, a palavra repressão provoca repulsa generalizada em todos os que resistiram à ditadura e lutaram pela democracia no Brasil. No entanto, já é tempo de se analisar com rigor intelectual sobre a categoria repressão para ultrapassar as simplificações grosseiras, que servem a propósitos ideológicos e políticos, e apenas obstam o aprofundamento da reflexão sobre a problemática da segurança, do controle social e do poder.

Reprimir significa limitar a liberdade; todavia, que democrata se oporia a que fosse reprimida a ação contrária aos direitos humanos e civis? Deveria ser tolerada, em nome da repulsa à repressão, a liberdade de matar, torturar, humilhar, agredir arbitrariamente, violentar? Pelas mesmas razões, o desrespeito ou a transgressão às leis não poderiam ser aceitos, se a legislação, em sua dimensão matricial, afirma direitos humanos e civis e expressa um acordo institucional em torno de princípios legítimos. Nesse caso, tolerar a transgressão legal significaria admitir a violação de direitos e, quando no governo, tergiversar quanto à responsabilidade de fazer cumprir a lei implicaria trair o dever ético-político para com a sociedade, celebrado no contrato constitucional, além dos interesses políticos históricos das classes subalternas, como veremos a seguir.

Zelar pelo cumprimento do pacto é dever ético-político dos agentes sociais que aceitam o jogo ditado pelas instituições que o traduzem. Além disso, é condição de avanço rumo à radicalização dos compromissos democráticos, inibidos por resistências à afirmação plena dos princípios retores de uma Constituição que se proclama matriz da justiça e da liberdade. Em outras palavras, quando os marcos legais celebram a eqüidade e a liberdade como valores matriciais, até mesmo do ponto de vista estritamente utilitário, passa a ser do interesse dos grupos sociais subalternos, oprimidos e explorados a defesa da institucionalidade jurídico-política, uma vez que o avanço progressivo em direção ao cumprimento das metas constitucionais (isto é, dos fins socioeconômico-políticos contemplados pela enunciação dos valores axiais) representa a realização mesma do projeto de radicalização democrática, compatível com o que, grosseiramente, poder-se-ia definir como a vocação histórica dos grupos subalternos.

O investimento da qualificação e reforma das polícias é fundamental, valorizando-as, revigorando suas lideranças saudáveis, estimulando seu comprometimento com o trabalho preventivo, com os direitos humanos, apoiando sua presença interativa e dialógica nas comunidades, e, na esfera municipal, solicitando seu apoio permanente. Para que intervenções preventivas logrem êxito, freqüentemente, têm de ser acompanhadas por iniciativas policiais que garantam, por exemplo, a liberação dos territórios, quando eventualmente estiverem sob domínio de grupos armados. O poder público não pode permitir que espaços sociais sejam subtraídos à vigência do Estado Democrático de Direito. Todos os exemplos conhecidos de sucesso exigiram a colaboração estreita entre ações policiais qualificadas e intervenções sociais focalizadas.

Defendo a tese de que, ao contrário, o correto seria assumir o compromisso político para com a segurança pública, integrando nessa expressão todas as dimensões pertinentes, inclusive a repressão, como legítima e conforme à defesa dos direitos humanos. Essa a novidade política e esse o movimento criativo e arrojado que nos credencia a dirigir, politicamente, a sociedade também nessa área decisiva. Não há chance alguma de que uma força conquiste a hegemonia sem que se credencie a assumir a liderança na condução do processo de construção da paz e da ordem pública democrática, por métodos legais e legítimos. Nós é que temos de resignificar "segurança" e "repressão", na prática, nos programas e nos discursos, pois os novos significados que lhes atribuímos são aqueles para os quais reivindicamos o reconhecimento da sociedade como os únicos pertinentes e adequados ao Estado Democrático de Direito. Que os adversários da democracia qualifiquem segurança como truculência. Para nós, segurança significa estabilidade de expectativas positivas, compatíveis com a ordem democrática e a cidadania, envolvendo, portanto, múltiplas esferas formadoras da qualidade de vida, cuja definição subsume dignidade e respeito à justiça, à liberdade e aos direitos humanos.


Texto que adaptei de:

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:mThrLqDBxyQJ:www.scielo.br/scielo.php%3Fpid%3DS0103-



PM - Além de policia administrativa, também é polícia judiciária

PM é considerada polícia judiciária e pode fazer escuta telefônica, diz TJ.



O Tribunal de Justiça confirmou sentença da Comarca de Itapoá que havia condenado Rafael Martins dos Santos à pena de cinco anos de reclusão, em regime fechado,pelo crime de tráfico de drogas.

Conforme os autos, em janeiro do ano passado, naquela cidade, a polícia apreendeu na residência do réu 50 gramas de cocaína e 3,1 gramas de maconha,além de uma balança de precisão e das quantias de R$ 524,00 e US$ 30,00.

Em sua apelação, preliminarmente, o réu requereu a nulidade da interceptação telefônica autorizada judicialmente, sob o argumento de que ela havia sido realizada pela Polícia Militar, autoridade incompetente para a ação.

No mérito, postulou absolvição por insuficiência de provas. Por fim, pleiteou a redução da reprimenda ou, ainda, sua substituição por restritivas de direitos. O relator da matéria, desembargador Irineu João da Silva, explicou que tanto a constituição quanto a lei que rege as interceptações telefônicas não fazem menção a qualquer impedimento em relação à PM.

“Na tônica do que assentou o nobre parecerista, 'não há vedação constitucional ou legal na realização, pela polícia militar, de escutas telefônicas autorizadas judicialmente, considerando que a polícia judiciária não é exercida,exclusivamente, pela polícia civil no âmbito estadual. Tendo em mente que foram observados os ditames da Lei n. 9.296/96, e que tal diploma não faz qualquer restrição à presença da polícia militar na condução dos procedimentos correlatos, é de se afastar a negada eiva”, anotou.

Quanto ao mérito, a 2ª Câmara Criminal negou acolhimento, por conta de as provas testemunhais – policiais e de usuários – serem suficientes para alicerçar a condenação. A decisão foi unânime. (Ap. Crim. n. 2010.047422-0)